{"id":961,"date":"2026-05-11T14:27:06","date_gmt":"2026-05-11T14:27:06","guid":{"rendered":"http:\/\/cesarcnpq.blog-dominiotemporario.com.br\/?p=961"},"modified":"2026-05-11T14:56:35","modified_gmt":"2026-05-11T14:56:35","slug":"viagem-a-china","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/cesarcnpq.blog-dominiotemporario.com.br\/?p=961","title":{"rendered":"Viagem a China"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>CHINA: Uma viagem diferente<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A primeira refer\u00eancia que tive da China veio do meu pai, Jose Ara\u00fajo Vieira, funcion\u00e1rio do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Ele contava umas hist\u00f3rias de um certo Dr. Alencar, m\u00e9dico epidemiologista, que viajava o mundo inteiro em encontros, congressos, pesquisas e viagens de estudo. Ele esteve uma vez na China, onde conheceu 2 cearenses que eram cozinheiros de um navio e ficaram perdidos por l\u00e1 e lhes relataram v\u00e1rios perrengues e passagens hil\u00e1rias. Eu ficava deliciado com aquelas hist\u00f3rias, ficava pensando e imaginando coisas, estimulando o esp\u00edrito aventureiro. Prestava aten\u00e7\u00e3o e ia anotando tudo no meu caderninho subconsciente onde deveria um dia visitar.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"1280\" src=\"http:\/\/cesarcnpq.blog-dominiotemporario.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/foto-exemplo-china.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-964\" srcset=\"http:\/\/cesarcnpq.blog-dominiotemporario.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/foto-exemplo-china.jpeg 960w, http:\/\/cesarcnpq.blog-dominiotemporario.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/foto-exemplo-china-225x300.jpeg 225w, http:\/\/cesarcnpq.blog-dominiotemporario.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/foto-exemplo-china-768x1024.jpeg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Bicicletario China<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A China para mim era como se fosse coisa do outro planeta. Mam\u00e3e tamb\u00e9m me mandava com frequ\u00eancia e veem\u00eancia para a China, sempre quando eu fazia algo errado. Talvez, esses tenham sido os gatilhos mais distantes para o meu interesse em conhecer a China. Ele cresceu ap\u00f3s eu ler o livro &#8211;&nbsp; <strong><u>Henfil na China antes da coca- cola<\/u><\/strong>, publicado em 1978, &nbsp;&nbsp;O Henfil fez in\u00fameras observa\u00e7\u00f5es importantes sobre certos h\u00e1bitos, um me chamou aten\u00e7\u00e3o: notou que o pessoal do meio rural, andava com uma vareta no ombro e uma trouxinha na ponta, e depois, veio a saber que aquilo era merda. Foi em 1978 que come\u00e7ou a era p\u00f3s-Mao, Deng Xiaoping iniciou a pr\u00e1tica do slogan das 4 moderniza\u00e7\u00f5es (agricultura, ind\u00fastria, Ci\u00eancia, Tecnologia e defesa). Per\u00edodo de reformas e abertura para o exterior. &nbsp;Com o passar do tempo, as metas de interesses foram crescendo. A China por uma s\u00e9rie de fatores atravessou quadras de fome e sofrimento, sequenciados por per\u00edodos de taxas de crescimento formid\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>Enfim, de forma inesperada, ap\u00f3s muitas viagens, surgiu uma oportunidade de visitar a China. &nbsp;A viagem foi promovida pelo advogado Daniel Rodrigues, primo da Eunice de Bel\u00e9m- Par\u00e1 que pretendeu levar para a China sua fam\u00edlia (seus pais, &nbsp;Esposa, filhos e tias ). Ressalto que a gente j\u00e1 se conhece h\u00e1 muito tempo, viajamos juntos, &nbsp;e s\u00e3o \u00f3timas pessoas, agora nos brindando com a confian\u00e7a e considera\u00e7\u00e3o em nos acolher no restrito grupo. O Daniel tem rela\u00e7\u00f5es estreitas com empres\u00e1rios chineses e membros da diplomacia de Macau e se dispuseram a elaborar o roteiro de viagem.<\/p>\n\n\n\n<p>O dia D foi o &nbsp;9 de novembro de 2025. At\u00e9 ent\u00e3o a gente n\u00e3o sabia o itiner\u00e1rio de visitas na China, me deixando um pouco preocupado, eu tinha um sonho de conhecer Pequim e Xangai, dessa vez n\u00e3o daria certo. Daniel me tranquilizou, dizendo que o roteiro estava sendo estudado com muito cuidado e carinho. Dada a dist\u00e2ncia, Eunice programou umas visitas a m\u00e9dicos, ainda em Fortaleza, considerava um risco enorme passarmos 22 horas imobilizados feito sardinha em lata, numa cadeira apertada no setor menos privilegiado do avi\u00e3o da Air France. Ela conseguiu tanto na ida quanto na volta cadeiras com mais espa\u00e7os para esticar as pernas e melhorar a circula\u00e7\u00e3o e acesso a banheiros. Uma pessoa do nosso grupo desistiu da viagem iniciada \u00e0s 23 horas de Fortaleza rumo a Paris, voo direto, previsto para 8 horas. Em Paris, uma falha. Passamos 18 horas zanzando no gigantesco aeroporto, ao inv\u00e9s de fazermos um <em>city tour<\/em> naquela hist\u00f3rica e alegre cidade, permanecemos umas 2 horas na sala <em>vip <\/em>disponibilizada pelo meu cart\u00e3o, por sinal bastante lotada, n\u00e3o muito confort\u00e1vel. Descobrimos um conjunto de sof\u00e1s dando sopa, num canto do aeroporto, melhor que na sala vip, com pessoas inclusive deitadas e relaxadas a vontade na maior descontra\u00e7\u00e3o. Passamos a utilizar estes expedientes. Bingo&#8230; Eunice se deu bem, eu nem tanto, n\u00e3o costumo dormir nestes aperreios. Da\u00ed, ap\u00f3s algumas horas de relativo descanso, uma senhora oriental com uma crian\u00e7a me pediu para pastorar sua bagagem, enquanto iria buscar um lanche para ela e a crian\u00e7a. Retornou e me remunerou com uma pequena tangerina que aceitei de bom grado, enquanto Eunice dormia a sono solto.<\/p>\n\n\n\n<p>Da\u00ed, seguimos para o port\u00e3o de embarque ainda faltando umas 5 horas, onde ficamos conversando, eu e Eunice, at\u00e9 anunciarem o embarque. Outra falha, sempre que viajo, costume carregar muitas sacolas, e outros penduricalhos, d\u00e1 um trabalho danado, certo \u00e9 dispormos de uma mala gigante, tipo mala de navio, com menos de 23 kg, e uma menor de m\u00e3o, evita trabalho e custos adicionais. Isso \u00e9 important\u00edssimo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1&nbsp;&nbsp; Chegada em Hong Kong<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>De Paris para Hong Kong, a viagem foi de 13 horas sem escalas e pasmem, muito boa e confort\u00e1vel, acima das nossas expectativas. O cansa\u00e7o ajudou, dormi muito bem. Chegamos as 10:52 do dia 11 de novembro de 2025 em Hong Kong, mais um pequeno sobressalto: Onde encontrar o nosso guia naquele mundo estranho, naquele gigantesco aeroporto, com mais de 500 salas de embarques? Ficamos esperando num setor, e ap\u00f3s momentos de teima, fomos para outro, onde f\u00e1cil, finalmente encontramos o nosso contato.<\/p>\n\n\n\n<p>Aqui, vou evitar na medida do poss\u00edvel, ficar descrevendo dados facilmente encontrados no Google, vou relatar o que eu vi, senti e percebi na China, embora n\u00e3o possa me furtar de citar alguns relevantes fatos hist\u00f3ricos para situar o enredo. Hong Kong foi ocupada pelos chineses desde o Neol\u00edtico, era uma pequena comunidade pesqueira, uma ilha rochosa com pouca \u00e1gua e ref\u00fagio seguro de piratas e contrabandistas de \u00f3pio. A cidade foi cedida indefinidamente pela China \u00e0 Gr\u00e3-Bretanha, em 1842 pelo Tratado de Nanking e devolvida \u00e0 China em meados de 1997, com base no princ\u00edpio, um pais, dois sistemas. &nbsp;A autonomia, no entanto, tem diminu\u00eddo e gerado protestos. Hoje, \u00e9 regi\u00e3o administrativa especial, tem uma bandeira, moeda pr\u00f3pria o d\u00f3lar honconguiano, com valor um pouco menor que o real. Mas tem toda uma burocracia aduaneira para Macau e China continental.<\/p>\n\n\n\n<p>Notamos logo a influ\u00eancia brit\u00e2nica em Hong Kong, a dire\u00e7\u00e3o dos carros no lado direito, os \u00f4nibus t\u00edpicos de Londres, vermelhos com um andar superior.<\/p>\n\n\n\n<p>Bom, chegando l\u00e1, fomos direto para o excelente hotel Auberge, pr\u00f3ximo de atra\u00e7\u00f5es como Disneyland, aeroporto e 25 minutos do centro de \u00f4nibus, daqueles de 2 andares. Chegamos exaustos. Para aguardar o sono e ajustar o fuso hor\u00e1rio comecei a buscar um canal de tv que tivesse algo em espanhol, ingl\u00eas ou portugu\u00eas, n\u00e3o consegui sintonizar. Desisti, era tudo em Canton\u00eas, Chin\u00eas, mandarim, perdi a esperan\u00e7a e procurei ler alguma coisa.<\/p>\n\n\n\n<p>No segundo dia de China, acordei e ao abrir as janelas, me deparei como uma vista magnifica, uma enseada da ilha de Lantau com 146 km2. A di\u00e1ria do hotel Auberge \u00e9 de R$ 750,00 (nov\/26), o hotel tem mais de 300 apartamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas imedia\u00e7\u00f5es do hotel tem um centro de servi\u00e7os com supermercados, restaurantes, pra\u00e7as com butiques diversas, lojas de departamentos, de turismo e bela vista para o mar, onde a noite fomos visitar. No dia seguinte tomamos o caf\u00e9 da manh\u00e3 num local simplesmente paradis\u00edaco, amplo, com vista deslumbrante para a enseada. Tinha quase tudo nesse caf\u00e9 da manh\u00e3. Percebi certa escassez de frutas, tinha banana, melancia, e umas tangerinas, tudo cortado em pequenas por\u00e7\u00f5es, e guardados cuidadosamente em um pequeno arm\u00e1rio, como esp\u00e9cie de trof\u00e9u. Tinha todo tipo de mingaus, ovos, p\u00e3es, ch\u00e1s e caldos de tudo que \u00e9 cores e nsabores, eu n\u00e3o sabia nem o que era e tampouco ousava experimentar.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda no hotel tiramos fotos em pequenos espa\u00e7os bem decorados e depois sa\u00edmos para abastecer nosso quarto com alguns lanches. Nossa primeira sa\u00edda do hotel foi para o centro de Hong Kong, visitamos o centro comercial que \u00e9 igual em qualquer lugar, diferen\u00e7a que tudo &nbsp;naquela inintelig\u00edvel linguagem chinesa. Compramos um tablet Honor Pad X9, 256 GB por1.200 reais, deveria ter comprado outro, muito bom pre\u00e7o. Nesse primeiro dia de passeio, visitamos um pr\u00e9dio com a maior escada rolante do mundo, n\u00e3o tivemos maiores informa\u00e7\u00f5es sobre esse pr\u00e9dio, sabemos que une o centro com alguns bairros. A escada servia de distribui\u00e7\u00e3o log\u00edstica.<\/p>\n\n\n\n<p>Enfim, a impress\u00e3o de Hong Kong, metr\u00f3pole super opulenta e organizada seguindo a tradi\u00e7\u00e3o brit\u00e2nica, gigantescos arranha-c\u00e9us, seguran\u00e7a e transporte impec\u00e1veis, uma certa mistura de oriente com ocidente, certamente com a influ\u00eancia inglesa.<\/p>\n\n\n\n<p>2 <strong><em>Macau<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A dist\u00e2ncia de Hong Kong para Macau \u00e9 de 60 km, &nbsp;percorridos num micro \u00f4nibus e deu para ver a extraordin\u00e1ria e portentosa infraestrutura, pontes ,viadutos, tudo superlativo, pensava assim, imaginem o tempo que se levaria para concluir obras desse porte no Brasil. Passamos por uma guarda de fronteira, com direito ao controle de passaporte. Macau tem uma moeda diferente, a Pataca, parece que ouvi falar nesta moeda quando ainda era pequeno: \u201cN\u00e3o vale uma pataca\u201d, j\u00e1 dizia o meu av\u00f4 quando se referia a uma pessoa que ele n\u00e3o prezava. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>3 Tung Chung North<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Saindo de Hong Kong, chegamos em Taipa. Atravessamos uma ponte de 53 Km, inimagin\u00e1vel, chegamos ao meio dia do 13\/11\/2025, nesta ilha de 8 km2,&nbsp; na freguesia de Nossa Senhora do Carmo, onde est\u00e3o constru\u00eddos os melhores hot\u00e9is e cassinos do mundo, perdendo apenas para Las Vegas nos EUA. Estivemos num complexo de resorts com mais de 40 hot\u00e9is. R\u00e9plicas da Torre Eiffel, de Veneza, e um sal\u00e3o com um cassino fenomenal. Vez por outra ouv\u00edamos o sussurro estrondoso e um convescote comemorando lances e perdas de talvez milh\u00f5es e milh\u00f5es de d\u00f3lares. Talvez de patacas.<\/p>\n\n\n\n<p>Tudo muito grandioso, estranho, diferente, e esquisito, aos nossos olhos e ouvidos ocidentais. Parece que a gente est\u00e1 num outro mundo, noutro planeta, n\u00e3o consigo explicar bem.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentro deste enorme resort em Macau, fomos a um local chamado zona de Aterro de Cotai que liga a ilha de Taipa com a de Coleane, uma vasta \u00e1rea de terra recuperada, um verdadeiro centro de turismo, cujos drenos s\u00e3o as imita\u00e7\u00f5es de Veneza. Transformaram o mar que separa duas ilhas em uma \u00e1rea com hospitais, universidades, aeroporto, centro de lazer, um verdadeiro espet\u00e1culo pratico de economia sustent\u00e1vel, o que antes era deposito de lixo em \u00e1rea multifuncional para o futuro urbano de Macau. Fonte de renda? &nbsp;Lazer , turismo e jogos de azar. Las Vegas vem de um deserto, Cotai, vem do mar&#8230;..<\/p>\n\n\n\n<p>Procurem saber, sobre o Plaza Macau que conta com 300 su\u00edtes de alto luxo e atende aos usu\u00e1rios e adeptos do jogo.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse dia, jantamos num luxuoso restaurante e pernoitamos no Grandwiev cassino<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira imagem que tenho dessa cidade de Macau \u00e9 a frente intacta de uma igreja destru\u00edda. As Ruinas de Macau, s\u00e3o da Igreja de Madre de Deus, e do vizinho col\u00e9gio de S\u00e3o Paulo, a igreja constru\u00edda pelos jesu\u00edtas no s\u00e9culo XVI e destru\u00edda por um inc\u00eandio em 1835. Esta fachada sobrou por ser de granito. As constru\u00e7\u00f5es e o pa\u00e7o, anexo e adjacentes s\u00e3o de estilo inconfund\u00edvel portugu\u00eas, com inscri\u00e7\u00f5es em portugu\u00eas, como o caso do Instituto para os assuntos municipais. Mas, notei que as pessoas quase n\u00e3o falam o idioma portugu\u00eas, na verdade, parece que o esquecimento \u00e9 proposital.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Macau, as ruas tamb\u00e9m s\u00e3o muito limpas. Acho que foi a primeira vez que vi na vida uma mo\u00e7a puxando um gato pela coleira. Passamos em frente ao consulado e seguimos para um \u00f3timo restaurante.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste dia dormimos em The Kimberley hotel, em Hong Kong, no dia seguinte fomos para a fronteira terrestre em Cotai na ilha de Hengquin que \u00e9 fronteiri\u00e7a com Zhuhai, exatamente na China Continental. Hengquin conecta Taipa com China continental, sendo um posto de controle alfandeg\u00e1rio. Um novo visto de passaporte e assim, me senti bastante visado, controlado.<\/p>\n\n\n\n<p>Fomos, cedo da noite, a uma feira gastron\u00f4mica com comidas t\u00edpicas e interessantes como por exemplo, um iogurte de lim\u00e3o que piscava, uma esp\u00e9cie de rea\u00e7\u00e3o qu\u00edmica inst\u00e1vel dentro da garrafa.<\/p>\n\n\n\n<p>Nossos deslocamentos na China eram em 2 excelentes vans toyotas pretas, com motoristas, carros herm\u00e9ticos, muito modernos e confort\u00e1veis. Fomos ao aut\u00f3dromo de Macau, l\u00e1 nunca teve formula 1, s\u00f3 campeonato de base e o nosso Airton Sena ganhou um grande pr\u00eamio importante de f\u00f3rmula 3 na d\u00e9cada de 80, tendo destaque neste local. Tiramos uma foto de sua r\u00e9plica, o cara levou o nome do Brasil muito longe. Tem muitos simuladores de moto e carro em alta velocidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>4.Cant\u00e3o&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/em><\/strong>No 15\/11\/2025, <em>exatamente<\/em> ao meio dia, entramos na China continental (Zhuhai) que liga Henghin, uma ilha que faz parte de um complexo fronteiri\u00e7o e atende mais de 220 mil pessoas por dia. Novamente, todos os tramites burocr\u00e1ticos, outra bandeira, outra moeda, o yuan, que cambiamos com nossas patacas de Macau. Nesse per\u00edodo de China tiraram nossas digitais e fotos de tudo que \u00e9 jeito, eles adotam um controle extremamente r\u00edgido. Fomos de \u00f4nibus \u00e0 Guangzhou, nome em mandarim, ou Cant\u00e3o numa vers\u00e3o nominal ocidentalizada. Entramos na China continental exatamente as 12:36 hs. Verdadeira China, um espet\u00e1culo de limpeza, pr\u00e9dios gigantescos. Surgiu o primeiro segredo do Mauro: &nbsp;<strong><em>Estamos na China Vermelha<\/em><\/strong>, olhei de lado vi uma policial fortemente armada, fiquei at\u00e9 um pouco preocupado, tudo l\u00e1 \u00e9 grande, tem escala. A gente sente que as coisas l\u00e1 crescem com velocidade e planejamento. As 13 horas come\u00e7amos a almo\u00e7ar, nos esperava um bolo de chocolate apetitoso para uma aniversariante especial pertencente ao nosso alegre grupo. Surgiu inesperadamente um garotinho esperto e risonho, filho da nossa anfitri\u00e3 na China, a Mia, distribuindo flores aos comensais. As 15 horas fomos a um parque infantil com esquisitos e interessantes brinquedos. Nosso grupo contava agora com 3 crian\u00e7as, estava mais rico e leve e alegre.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" src=\"http:\/\/www.viagenssonhadas.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/foto-em-Cantao-1-768x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-969\" srcset=\"http:\/\/cesarcnpq.blog-dominiotemporario.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/foto-em-Cantao-1-768x1024.jpeg 768w, http:\/\/cesarcnpq.blog-dominiotemporario.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/foto-em-Cantao-1-225x300.jpeg 225w, http:\/\/cesarcnpq.blog-dominiotemporario.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/foto-em-Cantao-1.jpeg 960w\" sizes=\"auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Torre de Cant\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>As 16 horas fomos conhecer a torre de Cant\u00e3o, a previs\u00e3o era subir e jantar nas alturas, 190 andares, apreciar a gigantesca cidade numa vista noturna deslumbrante. Era gente demais. Desistimos e optamos pelo passeio de barco, ficamos perdidos, a guia n\u00e3o conhecia bem os roteiros e destinos. Nosso grupo era sempre acompanhado por uma pessoa que tinha um certo conhecimento local, um de apoio e uma mo\u00e7a arredia que me pareceu ser representante do governo.<\/p>\n\n\n\n<p>Terminamos a noite n\u00e3o fazendo nada e em compensa\u00e7\u00e3o fomos brindados com um aposento em frente a torre de Cant\u00e3o, uma su\u00edte m\u00e1ster espl\u00eandida, com sala, ante sala. Por conta da furada nos passeios noturnos, decidimos jantar no hotel e abdicar de visita ao zool\u00f3gico no dia seguinte, e a um projeto de planta\u00e7\u00e3o de ch\u00e1. Adorei a ideia desta visita, infelizmente substitu\u00edda, acreditem, por um passeio no piti\u00fa, ali\u00e1s isso fora ventilado pela Nice na noite anterior, com o pronto e efusivo apoio da Eunice e Nezilour. Assim, seguimos para uma esp\u00e9cie de 25 de mar\u00e7o de Cant\u00e3o, particularmente n\u00e3o gostei muito, tinha musico de rua, meninos insistentes querendo limpar os nossos sapatos, e outras pequenas mazelas que conhecemos, fui voto vencido, com o argumento de que perder\u00edamos muito tempo no deslocamento \u00e0s visitas rurais.<\/p>\n\n\n\n<p>Fomos a torre neste dia seguinte, a gente sobe num telef\u00e9rico, seguido de outro e de outro e a noite fomos passear de barco no rio das P\u00e9rolas. Para mim, o mais belo e espetacular passeio da viagem. Observei que em tudo, os chineses transformam problemas em potencialidades. Por exemplo, vi drones imitando gar\u00e7as voando, ao mesmo tempo fazendo uma extraordin\u00e1ria coreografia, pensei, enquanto embelezam nossos passeios aprimoram artefatos para fins n\u00e3o muito nobres, b\u00e9licos por exemplo. \u00c9 uma mudan\u00e7a que poucos enxergam, armas baratas que podem destruir equipamentos que valem bilh\u00f5es. Neste passeio, o que mais me impressionou foram as luzes noturnas piscando nos pr\u00e9dios opulentos da cidade e os <em>que<\/em> margeiam o rio. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>5. Chengdu<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o fomos para o Hotel Ramadan de onde sa\u00edmos as 13 hs para pegar um avi\u00e3o com destino a Chengdu, cidade dos pandas. \u00c9 a capital da prov\u00edncia de Sichuan, sudoeste da China a 1500 km de Pequim, com mais de 20 milh\u00f5es de habitantes. Esta cidade \u00e9 espetacular, os pr\u00f3prios chineses reconhecem que eles precisam descobrir e divulgar mais esta encantadora cidade, grande polo cultural, econ\u00f4mico e tecnol\u00f3gico. Agrade\u00e7o ao Daniel a sua inclus\u00e3o no roteiro. Ficamos no City HUAGUOSHAN hotel. Fizemos um passeio ex\u00f3tico a uma sauna estilo chin\u00eas, que obviamente causou um grande choque cultural ao nosso estilo ocidental. Os mais idosos do grupo, onde me incluo, nos recusamos a entrar na sauna a convite de 2 chineses, cada qual com um bigodinho esquisito, felizmente, ventilou-se que eles adoravam aplicar uns petelecos nas pessoas em trajes de Ad\u00e3o. No grupo tinha uma aniversariante que tamb\u00e9m n\u00e3o aceitou celebrar sua festa com vestimenta chinesa como manda a tradi\u00e7\u00e3o. De sorte que, terminamos a noite num luxuoso sal\u00e3o de festas surgido do nada, uma li\u00e7\u00e3o importante de replanejamento, enfim. A noite terminou e todos ficamos felizes.<\/p>\n\n\n\n<p>Ficamos no Cyty Huaguoshan e fomos no dia 18\/11 para o parque dos pandas, onde vimos e aprendemos muito sobre estes animais em extin\u00e7\u00e3o, existem cerca de 5 mil pandas vermelhos no mundo. O que senti?&nbsp; A China cuida dessa preserva\u00e7\u00e3o com muito esmero. Minha percep\u00e7\u00e3o: Transformaram uma amea\u00e7a, animal em extin\u00e7\u00e3o, numa oportunidade de neg\u00f3cios. Por exemplo, o panda branco e negro \u00e9 na verdade, um urso, o vermelho, da esp\u00e9cie Ailuridae, parente do guaxinim ou doninha, erroneamente conhecido como um tipo especial de raposa. A China cuida, ganhando muito dinheiro com o turismo e o marketing, impactando o nincho tipo p\u00fablico infantil, especial para aprender a amar e respeitar este lindo, terno e cativante animal. Surgem da\u00ed novas ideias e possibilidades de parcerias; Resultado: Dinheiro, muito dinheiro, o panda seria um contraponto chin\u00eas do Mickey mouse.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s visitar os pandas, continuamos a explorar o museu Sanxingdu com dan\u00e7as e registro&nbsp; documental sobre a hist\u00f3ria de Chengdu, pesquisas e amostras arqueol\u00f3gicas do parque no finalzinho da tarde.&nbsp; A noite no hotel, deparamos com um rob\u00f4 no elevador fazendo entregas de comidas nos apartamentos. Foi um susto e um encanto.<\/p>\n\n\n\n<p>No dia seguinte, 20 \/11 fomos ao Parque ecol\u00f3gico Beihu, um local com muito luxo, onde apreciamos musicais e dan\u00e7as com direito a um almo\u00e7o, auto preparado em mini fog\u00e3o, umas palmas de m\u00e3o de pl\u00e1stico para a gente aplaudir quando o show agradava. A comida? Totalmente diferente, pouco convencional ver algo da cultura com dan\u00e7as, fotos no Beihu Parecology Parque. Fizemos um manifesto num bumbo na sa\u00edda.<\/p>\n\n\n\n<p>Seguimos numa avenida luxuosa, cheia de tuk tuk, a Desheng road, fomos a uma rua diferente, shopping , tudo limpo. O Daniel me presenteou com uma garrafa bel\u00edssima de cacha\u00e7a chinesa que guardo com carinho.<\/p>\n\n\n\n<p>Conseguimos ver ao mesmo tempo a arquitetura moderna e antiga, tradicional, com a oferta gratuita de comidas t\u00edpicas, experimentei e achei extremamente apimentada. Rua Kuan Alley, passeio realmente interessante, dif\u00edcil descrever. Veio o jantar, a \u00fanica coisa que consegui comer foi um ovo cozido de galinha, segundo o Mauro soprou, o seu segundo segredo, era que tinha ali no meio, muito ovo de pombo. A comida passeava na minha frente e enquanto eu avaliava o que era, j\u00e1 era, e nesse vai e vem, fui dormir com fome.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seguida fomos a um belo jardim de bonsai, no Chengdu Wuhou Shrine Mus, Wuhou Temple, com imagens expressivas de entidades divinas, e outros elementos da cultura chinesa. N\u00e3o tivemos nenhuma explica\u00e7\u00e3o, ficou dif\u00edcil entender o significado destes tra\u00e7os culturais milenares. No retorno falei para o Mauro, cara, um segredo, ser\u00e1 que a gente vai ter tempo de tomar um caf\u00e9 com bastante calma, sem atropelos? Neste momento, algu\u00e9m do grupo solicita, Cesar, vamos embora, estamos atrasados para as compras&#8230;Ufa. No dia 22\/11\/2025 seguimos para o lindo e amplo aeroporto de Chegdu com destino a Hong Kong, \u00faltima etapa da viagem \u00e0 China, exatamente no ponto onde chegamos. Houve um problema de lota\u00e7\u00e3o nos carros, ent\u00e3o eu, Eunice e o guia tivemos de sair do script, pegamos um taxi e observei atentamente o roteiro em ruas paralelas. Verifiquei que existem algumas similaridades com o que aqui no Brasil chamamos de \u201cquebradas\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>No 23\/11 , de manh\u00e3,&nbsp; fomos a um passeio de telef\u00e9rico at\u00e9 a lugarejo onde se situa o Buda, uma est\u00e1tua gigante no pico da montanha, o segundo melhor&nbsp; passeio da viagem a meu ju\u00edzo. N\u00e3o fomos at\u00e9 a estatua, demos por visto, considerando um bom n\u00famero de degraus para chega na est\u00e1tua. De tarde, fomos ver algumas vistas de Hong Kong, atrav\u00e9s de uma estrada \u00edngreme, cheia de riscos e curvas. Poderia ter ficado no hotel e adjac\u00eancias. Finalizando, terminamos num local onde tem uma est\u00e1tua em tamanho natural do famoso Bruce Lee.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, a hist\u00f3ria das moedas. Fui num supermercado pr\u00f3ximo ao hotel para me livrar, gastar os 82 dolares honkongianos que sobraram da viagem.&nbsp; Peguei algumas frutas, bolachas e p\u00e3es, na hora de pagar me faltarem uns trocados. Tentei completar com moedas, n\u00e3o percebi que algumas delas eram patacas de Macau, e centavos de yan da China Continental. A funcion\u00e1ria do caixa naturalmente n\u00e3o aceitou, e fez uma careta para mim. Ai, fiquei um pouco embara\u00e7ado, notei as pessoas rindo na enorme fila atr\u00e1s, eu gesticulava com o bra\u00e7o que iria voar, mais risos. De repente surgiram pessoas com moedas para completar minha nota de compras. Aceitei de bom grado, e interpretei o pequeno gesto digno de registro neste post, um sinal claro de que as pessoas entendem de solidariedade, quando realmente \u00e9 necess\u00e1rio e de boa f\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p>Finalmente, a despedida da China, uma sensa\u00e7\u00e3o de surpresa e a revis\u00e3o de minhas expectativas sobre este grande Pa\u00eds, muito positivas e favor\u00e1veis. Chegando em Paris, Eunice me falou, Cesar, estamos em casa. A proposta inicial do Daniel foi plenamente satisfeita.<\/p>\n\n\n\n<p>.<\/p>\n\n\n\n<p>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CHINA: Uma viagem diferente A primeira refer\u00eancia que tive da China veio do meu pai, Jose Ara\u00fajo Vieira, funcion\u00e1rio do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Ele contava umas hist\u00f3rias de um certo Dr. Alencar, m\u00e9dico epidemiologista, que viajava o mundo inteiro em encontros, congressos, pesquisas e viagens de estudo. 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